Às vezes eu tenho saudades. Saudades das pessoas que me cruzaram a vida e que por um motivo ou outro se foram. E a saudade das coisas não vividas é a maior e mais incompreensível de todas as saudades que tenho. Clichê falar de saudade. E mais clichê ainda é a saudade do que foi “não”, mas que poderia, quem sabe, ter sido um “sim”. Saudade daquilo que poderia ter acontecido, daqueles momentos perdidos, daquelas escolhas mal-feitas que eventualmente reaparecem, se esfregando na cara da gente, quase dizendo: “Bem-feito!” e pedindo por fim um acerto de contas. É essa saudade sem cabimento, sem pé nem cabeça, sem começo nem fim. Mas é só às vezes. E ainda bem.









